quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

I never lost control!



Mau humor. Péssimo humor. Ira. Raiva. Definição do meu 'estado de espírito' hoje. Não to pra ninguém. E a melhor parte é que o dia de hoje está exatamente igual a todos os outros. Mas talvez seja por isso que estou me sentindo assim. A monotonia está por todos os lados, entrando pela janela, por debaixo da porta. E se eu tentar me esconder, embrulhar os pés e a cabeça, ela vai me encontrar. Ela sempre sabe onde me encontrar.

Aliás, todo mundo sabe. E isso é chato. Eu não tenho nada de novo pra contar, todas as idéias são idéias que eu já tive antes, todos os planos, eu fiz mesmo antes de acordar.

Apesar de reclamar tanto das minhas insônias, tenho que reconhecer que os meus melhores pensamentos acontecem quando eu estou dormindo. Eu escrevo coisas ótimas, faço coisas incríveis, e quando acordo, sou a mesma pessoa sem sal de todos os monótonos dias.

De forma alguma estou fazendo o que idealizava aqui ou em qualquer outro lugar. O ânimo já foi riscado há muito tempo da minha lista de obrigações.

Eu nunca tive paciência. Mas estou tendo bastante ultimamente, pra pelo menos tentar imaginar que algo vai me fazer mudar de idéia. Algo vai ter que me motivar.

Todo mundo é hipócrita. Eu sou o dobro. Se assumir já ajuda.

ps: acho que estou enlouquecendo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

'My eyes are blind but I can see'

Todos os dias eu penso em coisas que não devia pensar, como por exemplo, se compreender é se sujeitar, não querer ter certeza de certas coisas, ser covarde, e se submeter a certas situações, ser hipócrita.

São coisas que vão e voltam na minha linha de pensamento, e toda hora eu tenho uma resposta diferente e nada conclusiva sobre tais assuntos. Mas pelo menos eu me conformei de que ninguém é do jeito que gostaríamos que fosse. Se mudar os outros fosse essencial pra alguma coisa continuar dando certo, eu com certeza estaria muito acabada.

Por dois motivos: o primeiro é que eu não conseguiria gostar de ninguém de verdade, e o segundo é que ninguém gostaria de mim também. Tenho dificuldades em aceitar que as coisas sejam tão cheias de falsidade. Cada um admira alguém por um motivo, não concordo que mudem ou que eu mude pra fingir que tudo está bem. Isso não é gostar das pessoas, é gostar de alguém que você inventou.

O que eu tenho certeza é de que tenho que me livrar de muita coisa pra chegar pelo menos um pouco mais perto de me sentir segura, já que hoje em dia, é muito fácil acabar com o meu dia, graças a uma palavra mal colocada. Isso destrói qualquer possibilidade de alguém se sentir bem do meu lado, não é nada agradável. É, eu vou ter que começar do zero de novo.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Nem pouco, nem demais


Eu sou uma pessoa antipática, e por isso existem uma série de coisas que eu definitivamente não suporto (mais coisas do que o normal, eu diria), e entre elas estão: pessoas apáticas e pessoas efusivas.

Começando pelas apáticas: Você está em uma roda de amigos, alguém faz um comentário engraçado, e a dita 'pessoa apática' age como se não tivesse ninguém falando com ela, e não esboça nenhum tipo de reação. Isso é patético. Que graça tem conviver com alguém incapaz de demonstrar o que sente? Se você disser pra uma pessoa assim: "estou encomendando o seu assassinato" ou ''vai chover hoje'', ela age da mesma forma. Eu não tenho paciência com esse tipo de gente, mas tão insuportáveis quanto esses, são os efusivos.

Tudo bem que eu não sou a pessoa mais discreta do mundo, mas têm umas pessoas aí que sinceramente. Aquela pessoa que você estudou na primeira série, e mudou de escola no segundo bimestre te vê na rua depois de 10 anos, e grita: 'Amiga, quanto tempo! Que saudades de você! Que dia você vai me chamar pra um almoço?" ¬¬''

Gente fresca se encontrando é sempre assim: ou efusiva, ou apática. Por isso que eu adoro os meus amigos: eles fazem o que têm vontade, sem se importar com o que pensam deles, mas não são inconvenientes. Nada melhor do que isso. Nem pouco, nem demais, cada um sabe o que lhe cabe.