domingo, 18 de janeiro de 2009

SOS Montáveis




Fazer o vestibular é uma atitude que pode ser tomada por muitos motivos. Desde a vontade de ser um profissional respeitável e crescer na vida à pressão feita pelos pais para que você tenha responsabilidades. Porém, na minha opinião, dar uma passo tão sério por causa de vontades que não sejam as suas não é uma coisa lá muito aconselhável. Você desrespeita suas vontades, e tem que se adequar a pessoas e ambientes que não combinam com você, se torna alguém adequável, montável.

Trocando em miúdos: uma pessoa que é apaixonada por matemática não vai ter muito assunto, normalmente, com quem adora literatura, e se ela quer participar, acaba tendo que dar opiniões que não são dela, falar de coisas que ela desconhece, para ser respeitada naquele ambiente. E cai na besteira de fingir entender plenamente do assunto, deixa de ser ela mesma, para ser agradável e querida.

E isso não é só em questão de cursos. Já vi muita gente por aí fingindo gostar de músicas, roupas, pessoas, livros, programas, só pra poder dizer que faz parte de algum grupo, que é importante dentro de alguma instituição.

Mas o que acontece é que se vê longe quem não está sendo sincero. Pessoalmente, detesto pessoas que acham saber tudo, e estão em todos os assuntos, e querem ser o centro das atenções. Eu estou é fugindo desse tipo de gente!

É fato que a sociedade, de certo modo, exige que as pessoas pertençam a alguma classificação, para que sejam rotuladas, numeradas, massificadas, e assim, fáceis de dominar. É abominável. Óbvio que ninguém sabe o que quer o tempo todo, mas tenho certeza que todos nós sabemos o que NÃO queremos.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

There she goes...



Well well well... Tomorrow will be the great day!
I'll have to show what I'm doing here...
But I'm right, this isn't enough.
Not yet...

I have to pretend all the time.
And tomorrow, again
I'm not ok
I'm not so special
But I can be better than all this shit.

Good luck for you, Dayse.

ps: This song is a joke. But I'd love to believe it.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

[...]Cheia de travessões

Não querem que a taxa de mortalidade acabe:
- Mais crianças, mais hospitais, mais escolas, menos operárias;
Não querem melhorar a saúde pública:
- Mais vacinas, mais velhos, mais vidas;
Não querem acabar com o desmatamento:
- Mais árvores, menos lucros, menos fingimento de progresso;
Não querem abrir os arquivos da ditadura:
- Menos justiça, menos punições, onde enterraram nossos mortos?
Todo mundo acredita no Jornal Nacional:
- Sensacionalismo, manipulação (é tudo uma massificação)

E tudo isso implica em muitas outras coisas... tem gente deixando a cultura
Tem gente deixando a vida e a luta
Esquecendo (será que já tivemos?) o amor próprio e a dignidade
E eu ainda tenho que ouvir que 'eles' são patriotas...

Me sinto de mais amarradas. Todo mundo tá lá na sala assistindo a novela das oito...


Mulher proletária


Mulher proletária — única fábrica
que o operário tem, (fabrica filhos)
tu
na tua superprodução de máquina humana
forneces anjos para o Senhor Jesus,
forneces braços para o senhor burguês.


Mulher proletária,
o operário, teu proprietário
há de ver, há de ver:
a tua produção,
a tua superprodução,
ao contrário das máquinas burguesas
salvar o teu proprietário.

(Jorge de Lima)