segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nos braços da rotina






















Quer me matar?
Acabar com o me dia?
É só me lembrar que eu tenho que acordar e me dispor a fazer sempre as mesmas coisas, com as mesmas pessoas, e no mesmo lugar. Pessoas que não aceitam a minha situação de humano errante, que me julgam e me jogam em meio a um ciclo vicioso de tensão e estresse.

Tá a fim de me deixar puta? Me fala que uma coisa que eu estou lutando pra conseguir não vai dar certo. Eu to dando minha cara a tapa. To apanhando do cansaço e da indisposição. Mas e daí? Não vou desistir antes de ter certeza de que eu to fazendo a diferença.

Todas as pessoas tentam colocar a culpa nas outras. E esconder o fracasso delas em cima do fracasso das outras. Eu vivo descrente de certas coisas. O que eu acredito é que o mundo dá voltas grandes o bastante pra me colocar no lugar deles. E exigir. E os fazer duvidar da própria capacidade que eles têm, do mesmo jeito que eles fazem comigo. Mas sabe qual a diferença deles pra mim? Eu ainda naõ sei até onde posso chegar.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Palavras de última hora


Eu acredito que a palavra tem poder.
O pensamento também.
Não é questão de adivinhar, ou nem mesmo de força de vontade.
A questão é que os pensamentos são linhas.
E um vai puxando o outro.
E se um pensamento seu te levou a outro pensamento
Pode ter certeza que ele pode sair da sua cabeça e ir morar na sua vida.

Por isso que eu digo.
Não é questão de adivinhar.
Eu fiz o teste. Eu comprovei.

Queria parar de pensar em tudo.
Porque hoje é um dia que qualquer coisa vai me levar a um pensamento não tão bom assim.

Ainda bem que ontem foi o meu dia.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sonhos II





















Quase todas as noites eu tenho um sonho estranho. As vezes me dá na telha, daí eu post aqui um ou outro mais interessante.

O dessa noite me deixou bem pensativa. A raça humana passava por uma mutação, onde se tornava gigante. Até então tudo bem. Os humanos sempre quiseram conquistar o céu. Foi o que me ocorreu. Depois da surpresa e das especulações, veio a preocupação de adaptar o mundo a nossa nova situação.

Foi quando percebemos que quando a nossa raça sofreu essa mudança, o que ganhamos fisicamente perdemos intelectualmente (pensando bem isso nem é tão anormal assim, não é mesmo?). Qual a conclusão disso? Não conseguíamos mais fazer as coisas. Nada. Éramos apenas grandes criaturas perdidas no meio do mundo.

Daí um dos gigantes, no meio de seu desespero, tocou os portões de uma igreja. E esses portões se se tornaram tão grandes quanto nós. Eu, gigante também \o/ vendo isso acontecer, entendi o que estava acontecendo.

A partir do momento que o homem chegou mais perto do céu, ele deixou de entender a ciência. Porque quando se seja perto do céu, é só o que Deus manda que importa. E Deus não quer alguém que duvide ou pergunte. Ele quer quem obedeça. Aquilo era um milagre. Estávamos todos salvos. Porém, eternamente mergulhados na ignorância.

Depois de muitos anos, esse sonho foi o mais perto de Deus que eu já estive. Mas ele não mudou nada o que eu penso. Ele só reforçou o que eu pensava. Deus não quer filhos. Ele quer servos. Ele quer discípulos. Ele quer gente cega e ignorante. No final das contas, são todos sinônimos.