domingo, 15 de fevereiro de 2009

Raízes do ódio






O ódio é um sentimento engraçado. Julgado por todos, tachado de feio e destrutivo, as pessoas negam possuí-lo em seus corações. Mas todos possuem.

Mais julgado ainda é o ódio que se têm a alguém a que se devia muito amor. Mas o amor não vem no coração de ninguém. Ele nasce e cresce lá quando realmente dão espaço a ele.

E o amor também pode se transformar em ódio. Quando se tenta, com todas as forças, agradar a alguém, fazer com que as coisas dêem certo, e elas simplesmente não dão, o amor é substituído, e toda uma existência que devia ser construída em cima de felicidade é jogada no lixo.

Do mesmo jeito que ninguém nasce amando, ninguém nasce odiando. É claro que é mais fácil deixar de amar alguém, porque o ódio vem junto com o orgulho, com mágoas e dor.

E o perdoar, então?! Pode ser considerado miraculoso. Porque quando se têm motivos pra odiar alguém, o que é feito depois de toda a dor que se causou parece muito pequeno. As desculpas parecem falsas, parecem armadilhas. Quem pede perdão não quer acabar com as dores que causou aos outros, mas sim com as dores que causou em si.

"Emily tries but misunderstands

She often inclined to borrow somebody's dreams till tomorrow
There is no other day
Let's try it another way
You'll lose your mind and play
Free games for may
See Emily play
Soon after dark Emily cries
Gazing through trees in sorrow hardly a sound till tomorrow
There is no other day
Let's try it another way
You'll lose your mind and play
Free games for may
See Emily play
Put on a gown that touches the ground
Float on a river forever and ever, Emily
There is no other day
Let's try it another way
You'll lose your mind and play
Free games for may
See Emily play..."

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Palmas para a negligência


Não é surpresa pra ninguém que me conhece pelo menos um pouco que eu tenho horror ao nazismo. Costumo ouvir dessas pessoas que esse pensamento é um tanto exagerado, que isso já passou, que o mundo hoje em dia já melhorou muito, se comparando com os absurdos que o nazismo já provocou.

Mas aí todos os jornais publicam uma historinha interessante pra fazer vocês, meus amigos, calarem vossas bocas.

Como esses porcos simplesmente não conseguem provar a sua supremacia em cima das outras 'raças', eles provam sua ignorância com seus atos repulsivos.

O pior de tudo é saber que as autoridades suíças não consideram o ato do grupo neonazista como xenofóbico, dizem que o caso não está bem esclarecido. Ah, não está não?! Já sei o que deve ter acontecido! A mulher queria fazer um aborto, tomou um remédiozinho básico, e pra ter uma bela desculpa pra família, se riscou com um canivete.

Claro que foi isso que aconteceu! Uma população que tem 1/3 que se considera xenofóbica não seria capaz de abrigar porcos nazistas! Claro que não! Isso é um absurdo.

Todos fecharam os olhos para a verdade. Os suíços tratam com desdém as ações dessas pessoas, não acham que seja importante assegurar aos imigrantes que andem em paz pelas ruas, sejam eles pretos, brancos ou amarelos.

Mas e se fosse aqui no Brasil? Se fosse um suíço agredido aqui? Diriam que o Brasil é um país de gente violenta e ignorante, que o governo é prolixo, e blablabla.... Mas acontece que não foi. A mulher tem o corpo todo riscado com a sigla do partido de ultra direita alemã e isso não é prova suficiente!

Muito pelo contrário, isso é um outro argumento. Essa singela figura acima é uma propaganda do SVP, que nem é preciso dizer, é extremamente racista. Uma ovelha branca chuta uma preta para fora da Suíça. E acima os dizeres: 'Trazer segurança.' Como se os imigrantes fossem inteiramente culpados pela violência. Mais sutil impossível!

E no que vai dar essa história? O governo talvez dê algum dinheiro à Paula, talvez peça desculpas, e daqui a pouco outro escândalo toma conta das manchetes. O que não vai acabar é esse preconceito absurdo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

The last time
















"Well, I'm sorry girl but I can't stay
Feeling like I do today
It's too much pain and too much sorrow
Guess I'll fell the same tomorrow"