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quarta-feira, 27 de maio de 2009

O eu e o mundo




















Eu tenho medo de perder as coisas das quais me orgulho...
Alguns dos meus gostos, que eu não divido com todos os meus amigos,
A música que eu admiro,
Os livros que mexem comigo, os espíritos com quem eu sonho.

O tempo vai avançando
Parece que está levando a minha vontade de lutar,
O grito intalado na minha garganta
Aquela estória que eu tinha de adivinhar as coisas
Aquele sonho que eu tinha de revolucionar e intrigar as pessoas

Será que eu estou sendo vencida pela cansaço?
(No caso, pela rotina, pelo salário mínimo, pelos horários)
Será que eu estou sentada incondicionalmente em cima da minha coragem?

Eu to olhando pro mundo. Mas ele não está olhando de volta pra mim.
Estou presa dentro de uma casa de espelhos. E cada um deles me mostra numa hora determinada no meu dia.
Hoje estou preguiçosa, meio saudosista.
Eu to com medo. Queria que tivesse alguém aqui pra me dizer que to fazendo alguma coisa a mais do que todas essas pessoas monótonas que vivem comigo.

Parece que deitar chama mais o cansaço.
Eu estou pensando em círculos.
Mais um sonho estranho fez rodar minha cabeça.
O que será que eu tenho que buscar?
Eram todos jovens, revolucionários, e me faziam pensar que eu estava estagnado.

O que será que eu estou esperando que aconteça?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A estrela












"Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia."

domingo, 17 de maio de 2009

Waiting

"Já não sei dizer se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar tão cansado quanto eu

Até pensei que era mais por não saber
Que ainda sou capaz de acreditar
Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem

As vezes faço planos
As vezes quero ir
Para algum país distante e voltar a ser feliz

Já não sei dizer o que aconteceu
Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu
Se meu desejo então já se realizou
O que fazer depois, pra onde é que eu vou?

Eu vi você voltar pra mim
Eu vi você voltar pra mim
Eu vi você voltar pra mim"

quarta-feira, 25 de março de 2009

You only live once.
















Sim. Não adianta esconder nada de si mesmo.
Não adianta tentar fingir que está tudo certo, quando não se tem certeza disso.
Não adianta fechar os olhos...

Por que fechei meus olhos?
Por que deixei que as coisas acontecessem como aconteceram?

Foi um medo tolo de não te ter de jeito nenhum...
Uma insegurança enorme que tomou conta dos meus músculos... e pra mim ainda é difícil ter que imaginar que você não está perto.

Ainda não é aceitável a idéia de que o mundo é tão grande a ponto de me deixar te perder.

Apesar de tudo, acima de tudo... Obrigada...

Por todas as canções e poesias
Por todas as tardes e noites, manhãs, por todos os dias
Por ter ouvido, por ter me contado primeiro
Por ter me buscado, e me apertado nos seus braços.
Quantas vezes eu te pediria pra ficar se tivesse certeza de que você seria feliz?
Centenas. Milhares. Infinitas vezes.
Até que a minha voz faltasse, até que eu sangrasse.
Até que eu já tivesse extrapolado todas as palavras e línguas.
Até que o mundo parasse e sobrasse apenas eu, você e o meu pedido.

Mas eu sei que nada disso vai adiantar nada. Mesmo se eu e você fossemos um só.
Eu te pediria pra ficar.
Você partiria de mim.

É doloroso admitir que a sua felicidade, ironicamente, se encontra num lugar que eu não posso alcançar. Mas você foi generoso, não é?
...
Pelo menos um segundo eu vou tentar ser também.
Porque não é justo só um de nós ser feliz.

É como diz a canção:
"Eu continuo aqui, meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim...
Dias de chuva
Dias de sol."

Não importa aonde você esteja...
O resto você sabe.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Me diz, me diz pra onde é que a gente vai fugir?















Eu já desisti de entender! Vejo as pessoas em volta engajadas em procuras inúteis e dolorosas. Pessoas que se preocupam com as coisas mais superficiais com o intuito de esconder suas falhas. Tentei até a minha última gota de sangue manter, satisfazer, contar com elas, mas não recebo nada em troca!

Sempre tive a característica de me esconder quando estou com problemas. Me isolo porque não quero magoar quem quer que seja, quando este alguém tenta me ajudar e eu sei que não vai conseguir muita coisa.

E o que ganho com isso?! Ganho rejeição quando já estou bem e pronta para ouvir os problemas deles, enquanto eles se afastam porque EU não estava perto o tempo todo!

É chato, cansativo, desnecessário voltar ao mesmo assunto todas as vezes, para se tentar descobrir porque nada é mais como antes.

É difícil ter que ouvir que eu não estava por perto. Que eu deixei de ver algo crescer, ou morrer, as vezes. Isso é culpa de quem?! Minha, quando os tento proteger?!

"Deixa, se fosse sempre assim quente
Deita aqui perto de mim
Tem dias que tudo está em paz
E
agora os dias são iguais

Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora que estou sozinho
Mas não venha me roubar

Vamos brincar perto da usina
Deixa pra lá, a angra é dos reis
Por que se explicar se não existe perigo?

Senti teu coração perfeito batendo à toa
E isso dói
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora que estou sozinho
Mas não venha me roubar

Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui o mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi

Mesmo se as estrelas começassem a cair
E a luz queimasse tudo ao redor
E fosse o fim chegando cedo
E você visse o nosso corpo em chamas

Deixa
pra lá
Quando as estrelas começarem a cair
Me diz, me diz pra onde é que a gente vai fugir?"

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

The last time
















"Well, I'm sorry girl but I can't stay
Feeling like I do today
It's too much pain and too much sorrow
Guess I'll fell the same tomorrow"

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Considerações


Sou a Dayse.
E posso ser bem temperamental as vezes.
Posso ouvir os problemas das pessoas, aconselhar e compreender.
Mas quem vai me impedir de surtar?

Tenho hoje uma necessidade imensa de alertas à pessoas que sei - estão julgando errado a minha ausência-.

Sinceramente, eu estou muito cansada. Só por um dia eu queria não ter que provar pra todos que os adoro, necessito e admiro. Só por um dia eu queria conseguir olhar pra fora, sem ter alguém por perto me perguntando qual é motivo da minha atenção.

Não estou deixando ninguém para trás. Estou apenas precisando de tempo para escolhas individuais. Tenho necessidade de atenção, força e apoio, mas eu não quero. Quero fazer isso sozinha, me rastejar, ter que chorar para que apenas as paredes me ouçam, ter que duvidar de mim, dos meus sentimentos, da minha capacidade para conseguir chegar a algum lugar.

Não quero dar satisfações. Não quero negar nem me esconder. Só quero escolher um caminho, sem ter medo do que deixei.

Eu tenho muito amor para dar. Mas também tenho muitos medos para superar. Os medos de uma existência inteira. Fracassos e mágoas, agressões e impotência que ainda regam meu corpo. Eu preciso continuar. Ter coragem, audácia e amor próprio. E não posso confiar em ninguém para isso, não quero ouvir problemas que não são meus, não quero pedir desculpas depois. É cruel, é feio e ingrato, mas é a verdade.

- Gosto de fitar o horizonte.
- E de falar com a minha solidão
- De conflitar o meu ego
- Duvidar e refletir
- A briga entre meus dois universos hoje é imensa, gélida, intensa e mortal.

Só existe um abraço hoje que eu quero receber. E quando puder tê-lo, ele também não saberá dos meus planos. Não sei quando partirei, nem onde vou chegar. Só sei que vou.

"Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada."
(Cecília Meireles)