quarta-feira, 4 de março de 2009

Unbeliever.
















'Oh Lord, won't you buy me a Mercedes Benz?
My friends all drive Porsches, I must make amends.
Worked hard all my lifetime, no help from my friends,
So Lord, won't you buy me a Mercedes Benz?

Oh Lord, won't you buy me a color TV?
Dialing For Dollars is trying to find me.
I wait for delivery each day until three,
So oh Lord, won't you buy me a color TV?

Oh Lord, won't you buy me a night on the town?
I'm counting on you, Lord, please don't let me down.
Prove that you love me and buy the next round,
Oh Lord, won't you buy me a night on the town?

Oh Lord, won't you buy me a Mercedes Benz?
My friends all drive Porsches, I must make amends,
Worked hard all my lifetime, no help from my friends,
So oh Lord, won't you buy me a Mercedes Benz?'


terça-feira, 3 de março de 2009

Coragem.


É o que está faltando na vida de algumas pessoas. Coragem para mudar a situação, dar a volta por cima, esquecer certas coisas destrutivas e seguir a vida.

Que adianta ficar batendo na mesma tecla?! Você consegue fingir para os outros, mas não para si mesmo que é feliz. Não sou contra uma segunda chance, mas sou contra irresponsabilidade e falta de escrúpulos.

E é isso que as pessoas covardes deixam que aconteça: que façam o que quiserem com elas sem nenhum preço a se pagar, sem nada a se perder. O erro tem que ser punido. É preciso dar valor a si e às pessoas que estiveram sempre do seu lado, que recebem o mesmo crédito de quem não esteve, ou até o mais, não duvido mais disso.

O tempo não diz nada num caso desses. Já cansei de dizer. Ter vivido muito tempo ao lado de alguém não significa que o amor é incondicional. O amor não tem hora nem tempo pra se desgastar. Muito menos o amor próprio. E numa esperança mesquinha para que as coisas dêem certo, se guarda um amor pelo outro e se esquece o amor por si. E onde fica a verdade nessa história?! Fica esperando para aparecer quando todas as coisas tiverem dado errado.

Ser 'feliz' e achar que isso vai durar não passa de ilusão. Isso só dura até a próxima mancada. Ou até um dos dois ter coragem de acabar com o teatro.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O último sonho desta noite
















Tive um sonho esta noite que me deixou o dia inteiro pensativa. Eu encontrava algo de cor estranha e chamativa, com aspecto radioativo mesmo (eu curto umas lombras de vez em quando) e tentava levar para casa. Mas sempre caía da minha mão, e eu já começava a passar mal.

Tentei pegar do chão de novo, e daí eu já acordava no meio de um ataque cardíaco , porém, no momento, não tomava consciência de que isso estava acontecendo. Era como se eu olhasse tudo de fora do meu corpo. Depois de me ressuscitarem, deitada na cama, eu senti uma dificuldade imensa de respirar. Aí descobri que um dos médicos que haviam me ajudado era um ex namorado, que não vejo desde o dia em que terminamos. Ele havia salvado a minha vida! Quer um jeito melhor de reencontrar alguém?!

De repente o Felipe aparecia. Vestido de preto e abatido (como se já esperasse me encontrar morta), ele trouxe chocolates para mim de presente. Mas o médico disse que eu não podia comer o branco, só o preto, e o branco ficou pra pessoa que ficava na cama ao lado (a Laís, por um acaso).

Aí eu vi os médicos explicando ao Felipe que eu havia tido uma parada cardíaca, e que por muito pouco não tinha morrido. E quanto mais o médico falava, mais eu me sentia mal, sentia a dor de verdade, e minha respiração ficava mais pesada...

Foi quando notei que o meu coração boiava dentro de uma espécie de caixa de vidro, e eu estava ligada a ele por uns tubos. E no meio da conversa, eu simplesmente fiquei em pé em cima da cama e aproximei meu peito todo cortado no vidro, meu coração se encostou à parede da caixa, bateu uma vez e eu cai de novo. Mais uma vez tentaram me reanimar. Não conseguiram. Fiquei alguns segundos morta, depois voltei.

O médico continuou falando, e nos alertou que meu coração não me servia mais, que eu precisa de um novo. Eu tranquilizei o Felipe, dizendo que logo logo alguém me doaria um, e eu viveria.

Enquanto isso acontecia, o Felipe gritava, desesperado. Disse que não aguentaria mais viver se eu morresse. E então aproximou o coração dele do vidro, como eu havia feito, e um dos tubos que me prendia ao coração soltou, beijou o vidro, caiu e voltou de novo. Aquilo era prova de que o meu coração era compatível com o corpo dele.

Então ele disse que arrancaria o coração dele e me daria para que eu vivesse. Por um segundo me senti aliviada. Um segundo depois pensei: e você?! Como vai viver?! Como se eu conseguisse viver se ele morresse. Ele queria ficar com meu coração defeituoso e me dar o dele.

Então eu comecei a chorar e chorar sem parar. Não disse nada. Mas já tinha decidido que eu morreria, e não ele.

Foi extremamente real e estranho. Nunca vi minha morte de forma tão clara, repentina e certa. Eu nunca tive medo que a morte me atingisse. Essa foi a primeira vez. Mas não foi por mim, foi por ele. Acordei querendo abraçá-lo. Ainda bem que quando isso acontece ele não pergunta mais o porque dos meus atos. Só me abraça de volta.