segunda-feira, 25 de maio de 2009

Down...
















"Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down...
Eu ando tão down...
Outra vez vou te esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer..."

quarta-feira, 20 de maio de 2009

É que tudo acaba onde começou!















Eu me lembro da primeira vez que vi o Pedro. Na época em que eu andava de jaqueta no sol quente, all star cano longo, piercing de argola no nariz e bastante maquiagem no olho. A gente já conversava, por intermédio da Marília, mas nunca havíamos nos encontrado. Daí eu to andando na rua, num dos meus dias de mau humor, e o encontro.

Ele me acompanhou até o cilt e parecia que nos conhecíamos há anos. E nos divertimos como velhos amigos de infância. Me lembro até da blusa do KISS que ele tava usando. Quase na hora de me deixar, o Pedro me pergunta: 'vc tá decepcionada?' e eu, surpresa, perguntei: 'por que estaria?' - 'porque eu sou gordo'.

Pois olhem só o que me ocorreu. Uma pessoa tão maravilhosa não poderia pensar assim de si mesma. Mas ele pensava. E eu respondi que aquilo não me importava. Acima de tudo, existia ali uma pessoa extremamente gentil e agradável, extremamente encantadora, e que logo logo se tornou um grande amigo.

Aquela não estava sendo uma fase muito boa da minha vida. Eu passava por mudanças muito constantes de humor. E a minha auto estima, jazia em um buraco. Ele foi desde um conselheiro até um adulto realista. Cheguei até a dizer que eu desejava morrer de overdose, algo assim, sórdido e idiota. E ele respondeu: ' se é o que você quer, vá em frente!'

Foi aí que eu entendi que a minha vida não pertencia só a mim. Mas às pessoas que gostavam de mim, e de qualquer forma queriam fazer diferença na minha vida. Doeu, demorou, mas passou. Aqui estou eu.

Eu me lembro da primeira vez que o vi triste.
E de me sentir extremamente confortável no seu abraço.
Eu me lembro de o ver tentar e desistir. Mas eu nunca perdi a fé nele.
Eu o vi lamentar. E de repente não caber em si de tanta felicidade, por ter encontrado alguém que o amasse como ele merecia.
Eu me senti muito feliz. Eu não duvidava de que ele encontraria. Mas com certeza pra ele a espera foi muito longa porque ele tem e sempre teve muito amor pra dar.

Eu lhe contei muitos segredos. Ele me contou alguns também. Acima de tudo, eu tive alguém pra me ouvir. Acima de tudo, eu queria que ele enten desse que do mesmo jeito que o amor sorriu para ele, ele também será recompensado pelo esforço que ele faz. É questão apenas de deixar de duvidar tanto assim de si as vezes, e perceber o quanto ele lutou para chegar onde chegou.

É por essas e por outras, Pedrão, que eu te digo:

'Pedro onde 'cê vai eu também vou... É que tudo acaba onde começou'.

Afinal, ainda continuamos sendo as mesmas pessoas imperfeitas e confusas, porém, gratas e persistentes.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A estrela












"Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia."