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quarta-feira, 20 de maio de 2009

É que tudo acaba onde começou!















Eu me lembro da primeira vez que vi o Pedro. Na época em que eu andava de jaqueta no sol quente, all star cano longo, piercing de argola no nariz e bastante maquiagem no olho. A gente já conversava, por intermédio da Marília, mas nunca havíamos nos encontrado. Daí eu to andando na rua, num dos meus dias de mau humor, e o encontro.

Ele me acompanhou até o cilt e parecia que nos conhecíamos há anos. E nos divertimos como velhos amigos de infância. Me lembro até da blusa do KISS que ele tava usando. Quase na hora de me deixar, o Pedro me pergunta: 'vc tá decepcionada?' e eu, surpresa, perguntei: 'por que estaria?' - 'porque eu sou gordo'.

Pois olhem só o que me ocorreu. Uma pessoa tão maravilhosa não poderia pensar assim de si mesma. Mas ele pensava. E eu respondi que aquilo não me importava. Acima de tudo, existia ali uma pessoa extremamente gentil e agradável, extremamente encantadora, e que logo logo se tornou um grande amigo.

Aquela não estava sendo uma fase muito boa da minha vida. Eu passava por mudanças muito constantes de humor. E a minha auto estima, jazia em um buraco. Ele foi desde um conselheiro até um adulto realista. Cheguei até a dizer que eu desejava morrer de overdose, algo assim, sórdido e idiota. E ele respondeu: ' se é o que você quer, vá em frente!'

Foi aí que eu entendi que a minha vida não pertencia só a mim. Mas às pessoas que gostavam de mim, e de qualquer forma queriam fazer diferença na minha vida. Doeu, demorou, mas passou. Aqui estou eu.

Eu me lembro da primeira vez que o vi triste.
E de me sentir extremamente confortável no seu abraço.
Eu me lembro de o ver tentar e desistir. Mas eu nunca perdi a fé nele.
Eu o vi lamentar. E de repente não caber em si de tanta felicidade, por ter encontrado alguém que o amasse como ele merecia.
Eu me senti muito feliz. Eu não duvidava de que ele encontraria. Mas com certeza pra ele a espera foi muito longa porque ele tem e sempre teve muito amor pra dar.

Eu lhe contei muitos segredos. Ele me contou alguns também. Acima de tudo, eu tive alguém pra me ouvir. Acima de tudo, eu queria que ele enten desse que do mesmo jeito que o amor sorriu para ele, ele também será recompensado pelo esforço que ele faz. É questão apenas de deixar de duvidar tanto assim de si as vezes, e perceber o quanto ele lutou para chegar onde chegou.

É por essas e por outras, Pedrão, que eu te digo:

'Pedro onde 'cê vai eu também vou... É que tudo acaba onde começou'.

Afinal, ainda continuamos sendo as mesmas pessoas imperfeitas e confusas, porém, gratas e persistentes.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

E quem disse que não é vitória minha também?!


Quando aquela página foi aberta e não pude ver meu nome, não nego que a decepção tomou conta de mim. Por mais que eu soubesse não ter estudado o suficiente, por mais que eu sentisse que talvez não fosse dessa vez, senti isso, sim.

E os meus primeiros pensamentos foram: Ainda bem que o Felipe está aqui; ainda bem que a Laís passou.

Saber que o sonho dela havia sido realizado significou para mim ter forças para continuar, e ter um apoio, já que alguém a quem eu amo tanto emprestou sua felicidade para mim. Emprestou sim. Não foi comigo. Mas quem disse que não é vitória minha também?!

Eu a vi passar de uma menina insegura e tola a uma mulher forte e decidida. Eu a vi ser feliz, a vi festejar, a vi chorar, linda, mergulhada em silêncio... a vi perder, e achar que conquistou de novo, a vi desabar, mas se agarrar à vida e ter forças para seguir em frente... duvidar e enfim, vencer!

Nada do que eu diga hoje será suficiente para mostrar a minha felicidade e o meu orgulho. Nada do que eu suponha, do que eu relembre, do que eu imagine tentar dizer, será suficiente para falar que hoje o mérito é todo seu, a felicidade, a vitória, as congratulações.... tudo tudo!

E eu, como uma pessoa que te ama, como uma pessoa que pode dizer isso e ouvir eu te amo de volta, quero usufruir do meu direito para dizer a você que hoje é só o começo de um grande futuro, a primeira página da vida de uma grande pequena mulher que se escreve para quem mais quiser ver.

Não sei se já disse isso antes, mas me acho muito egoísta. E sabe por que?! Porque acho que quando alguém maravilhoso se permite ser amado, e trazer felicidade a outras pessoas, não está fazendo bem a si, mas sim a quem está em volta. E obrigada, por um dia que talvez eu dormisse chorando de tristeza, eu poder sentir o coração leve de paz, orgulho e felicidade. Você e TODA a sua família são pessoas únicas e maravilhosas que sempre serão essenciais na minha vida. E poder dividir isso com todos vocês faz a minha vida mais feliz. Eu também venci, e quando chegar a minha vez, dividirei minha felicidade com vocês.


ps: Veja e aprenda como se canta os gatinhos do Campus da Ceilândia:

- Que saúuuuuuuuuuuude hein! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

There will still be you and me.



Estranho o espirito natalino não ter tomado conta de mim ainda. Eu geralmente sou a mais animada, a que mais espera por isso. Deve ser porque certas atitudes ridículas que nunca existiram resolveram 'aparecer ' esse ano. Eu nunca duvidei mesmo que elas existissem. Questão de tempo pra tomar o seu espaço.

O que não faz sentido é querer estragar esse momento pra uma pessoa que o considera tão especial. Ser o dono da verdade, do dinheiro, da casa, e das vontades dos outros, também? Porque a minha vontade agora era de sair gritando na cara desse povo, dizer que não preciso deles, nunca precisei, o que eles me deram não é tão difícil assim de conseguir, e isso em qualquer lugar.

A parte boa é que encontrei coisas que eu não procurava esse ano, pessoas que realmente parecem se alegrar com a minha presença. Dividir coisas simples, porém íntimas, além da certeza de que o amor e afeto dados são muito bem-vindos, são essenciais para um início de esperança brotando pro próximo ano que nem começou ainda. Alguém além de mim acha isso tudo estranho, o clima, o comportamento. Isso significa que eu nem enlouqueci nem estou me fazendo de vítima. As dores sempre vão existir. Eu posso senti-las ou não.