segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

E quem disse que não é vitória minha também?!


Quando aquela página foi aberta e não pude ver meu nome, não nego que a decepção tomou conta de mim. Por mais que eu soubesse não ter estudado o suficiente, por mais que eu sentisse que talvez não fosse dessa vez, senti isso, sim.

E os meus primeiros pensamentos foram: Ainda bem que o Felipe está aqui; ainda bem que a Laís passou.

Saber que o sonho dela havia sido realizado significou para mim ter forças para continuar, e ter um apoio, já que alguém a quem eu amo tanto emprestou sua felicidade para mim. Emprestou sim. Não foi comigo. Mas quem disse que não é vitória minha também?!

Eu a vi passar de uma menina insegura e tola a uma mulher forte e decidida. Eu a vi ser feliz, a vi festejar, a vi chorar, linda, mergulhada em silêncio... a vi perder, e achar que conquistou de novo, a vi desabar, mas se agarrar à vida e ter forças para seguir em frente... duvidar e enfim, vencer!

Nada do que eu diga hoje será suficiente para mostrar a minha felicidade e o meu orgulho. Nada do que eu suponha, do que eu relembre, do que eu imagine tentar dizer, será suficiente para falar que hoje o mérito é todo seu, a felicidade, a vitória, as congratulações.... tudo tudo!

E eu, como uma pessoa que te ama, como uma pessoa que pode dizer isso e ouvir eu te amo de volta, quero usufruir do meu direito para dizer a você que hoje é só o começo de um grande futuro, a primeira página da vida de uma grande pequena mulher que se escreve para quem mais quiser ver.

Não sei se já disse isso antes, mas me acho muito egoísta. E sabe por que?! Porque acho que quando alguém maravilhoso se permite ser amado, e trazer felicidade a outras pessoas, não está fazendo bem a si, mas sim a quem está em volta. E obrigada, por um dia que talvez eu dormisse chorando de tristeza, eu poder sentir o coração leve de paz, orgulho e felicidade. Você e TODA a sua família são pessoas únicas e maravilhosas que sempre serão essenciais na minha vida. E poder dividir isso com todos vocês faz a minha vida mais feliz. Eu também venci, e quando chegar a minha vez, dividirei minha felicidade com vocês.


ps: Veja e aprenda como se canta os gatinhos do Campus da Ceilândia:

- Que saúuuuuuuuuuuude hein! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Raízes do ódio






O ódio é um sentimento engraçado. Julgado por todos, tachado de feio e destrutivo, as pessoas negam possuí-lo em seus corações. Mas todos possuem.

Mais julgado ainda é o ódio que se têm a alguém a que se devia muito amor. Mas o amor não vem no coração de ninguém. Ele nasce e cresce lá quando realmente dão espaço a ele.

E o amor também pode se transformar em ódio. Quando se tenta, com todas as forças, agradar a alguém, fazer com que as coisas dêem certo, e elas simplesmente não dão, o amor é substituído, e toda uma existência que devia ser construída em cima de felicidade é jogada no lixo.

Do mesmo jeito que ninguém nasce amando, ninguém nasce odiando. É claro que é mais fácil deixar de amar alguém, porque o ódio vem junto com o orgulho, com mágoas e dor.

E o perdoar, então?! Pode ser considerado miraculoso. Porque quando se têm motivos pra odiar alguém, o que é feito depois de toda a dor que se causou parece muito pequeno. As desculpas parecem falsas, parecem armadilhas. Quem pede perdão não quer acabar com as dores que causou aos outros, mas sim com as dores que causou em si.

"Emily tries but misunderstands

She often inclined to borrow somebody's dreams till tomorrow
There is no other day
Let's try it another way
You'll lose your mind and play
Free games for may
See Emily play
Soon after dark Emily cries
Gazing through trees in sorrow hardly a sound till tomorrow
There is no other day
Let's try it another way
You'll lose your mind and play
Free games for may
See Emily play
Put on a gown that touches the ground
Float on a river forever and ever, Emily
There is no other day
Let's try it another way
You'll lose your mind and play
Free games for may
See Emily play..."

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Palmas para a negligência


Não é surpresa pra ninguém que me conhece pelo menos um pouco que eu tenho horror ao nazismo. Costumo ouvir dessas pessoas que esse pensamento é um tanto exagerado, que isso já passou, que o mundo hoje em dia já melhorou muito, se comparando com os absurdos que o nazismo já provocou.

Mas aí todos os jornais publicam uma historinha interessante pra fazer vocês, meus amigos, calarem vossas bocas.

Como esses porcos simplesmente não conseguem provar a sua supremacia em cima das outras 'raças', eles provam sua ignorância com seus atos repulsivos.

O pior de tudo é saber que as autoridades suíças não consideram o ato do grupo neonazista como xenofóbico, dizem que o caso não está bem esclarecido. Ah, não está não?! Já sei o que deve ter acontecido! A mulher queria fazer um aborto, tomou um remédiozinho básico, e pra ter uma bela desculpa pra família, se riscou com um canivete.

Claro que foi isso que aconteceu! Uma população que tem 1/3 que se considera xenofóbica não seria capaz de abrigar porcos nazistas! Claro que não! Isso é um absurdo.

Todos fecharam os olhos para a verdade. Os suíços tratam com desdém as ações dessas pessoas, não acham que seja importante assegurar aos imigrantes que andem em paz pelas ruas, sejam eles pretos, brancos ou amarelos.

Mas e se fosse aqui no Brasil? Se fosse um suíço agredido aqui? Diriam que o Brasil é um país de gente violenta e ignorante, que o governo é prolixo, e blablabla.... Mas acontece que não foi. A mulher tem o corpo todo riscado com a sigla do partido de ultra direita alemã e isso não é prova suficiente!

Muito pelo contrário, isso é um outro argumento. Essa singela figura acima é uma propaganda do SVP, que nem é preciso dizer, é extremamente racista. Uma ovelha branca chuta uma preta para fora da Suíça. E acima os dizeres: 'Trazer segurança.' Como se os imigrantes fossem inteiramente culpados pela violência. Mais sutil impossível!

E no que vai dar essa história? O governo talvez dê algum dinheiro à Paula, talvez peça desculpas, e daqui a pouco outro escândalo toma conta das manchetes. O que não vai acabar é esse preconceito absurdo.