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domingo, 12 de abril de 2009

9:55













As vezes eu sou de vidro. Qualquer toque de mal jeito me fragiliza, a menor queda pode me fazer em mil pedaços...E ser assim não é difícil só pra mim, mas pra quem vive perto de mim também. É como se um gesto só pudesse destruir toda a beleza do que se construiu tão arduamente, com tanto suor, paixão, lágrima.

O pior é que é quase impossível saber o que eu acho bom e ruim. E isso me deixa agonizando, e eu corro por todos os lados pra ver se alguém consegue ver a minha angústia. E nesse desespero, eu não vejo mais o que faço. Acabo tropeçando nas promessas que espero dos outros, sem ao menos ter parado pra ver o que EU ESTOU FAZENDO DISSO TUDO.

Eu venho aqui desabafar. Mas será que algum de vocês consegue entender o que estou querendo dizer? Ou vocês só escutam e comparam as minhas idéias com as suas idéias, e os meu problemas com os seus problemas.

Ninguém consegue entender porque eu me sinto tão diferente assim. Eu não consigo entender porque me sinto tão diferente assim. É um conflito da minha mente com o meu coração. Mas eu ainda tenho onde me abrigar.




As vezes dá vontade de sair por aí e nunca mais me encontrar.


Nat, eu também sinto muito a sua falta.
Lis, não me esqueci de você.
Dani, penso em você todos os dias.No Nat também.
Jack, pra onde você foi?
E os meus meninos, cadê?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dias de luta




Ultimamente eu tenho visto e pensado numas coisas tão bizarras que prefiro nem comentá-las! Eu conheço umas pessoas bem interessantes, do tipo que dizem ter um ponto de vista, acreditar plenamente estarem certas, porém, que agem de modo esquivo e mesquinho. Mas esta não é a pior parte. Acreditem! A pior parte é que, ainda por cimas, elas querem ser o exemplo para você.

Enfim... isso não é tão importante para mim. O que interessa é que estou lutando, buscando novos objetivos, e parece que a busca está dando certo. Não que eu tenha um resultado mais palpável pra dizer isso. Mas eu simplesmente posso sentir.

Hoje estava bem confusa... Passo por umas fases meio estranhas, de duvidar extremamente de todo mundo, e querer me enfiar num buraco debaixo da terra, mas fora isso, fora ter que explicar isso, fora ter que ser odiada por isso, tudo mais vai bem.

Choramingar não adianta. Atitude é o que manda na vida.

O fazer.

O tentar.

O insistir.

O não hesitar.

E o conseguir.

Não se pode esquecer do tesouro já conquistado, por mais que pareça que ele não tenha mais o seu valor.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Dose de narcisismo


Desconheço as razões pelas quais algumas coisas que não costumavam fazer parte da minha linha de raciocínio estão presentes agora, se é a maioridade, se são as situações que eu e algumas pessoas próximas têm passado...

Mas as razões não fazem diferença. A questão é que venho notado que uma dose de narcisismo não faz mal a ninguém. Admito que essa opinião pode parecer estranha aos olhos dos que me conhecem um pouco melhor, mas deixem-me explicar.

As pessoas que geralmente não são dotadas daquela auto-estima nata têm a tendência de serem mais preocupadas com as opiniões que os outros possam ter delas. São mais agradáveis, mais tolerantes, fáceis de lidar, conseqüentemente. Mas sempre existe alguém que percebe essas boas intenções, e não tão bem intencionado, acaba se aproveitando dessa boa vontade, e agindo de forma nem sempre correta.

E os tolerantes aceitam, acabam sendo usados, e no fim das contas, aquela pessoa a quem consideravam tanto as deixa de lado, com seus sofrimentos e suas mágoas. E o que resta a essa pessoa a não ser se lamentar de sua sorte, e ainda por cima se sentir culpada pelo abandono que sofreu?

Por isso que nessa hora uma dose de narcisismo faz bem. Não aprovar certas atitudes, impedir que certas coisas aconteçam é fundamental para a própria felicidade. Ter medo de dizer não, fazer coisas que não se faria normalmente com medo de ferir só faz com que a dor mude de foco. O segredo de preservar relacionamentos não está em aceitar incondicionalmente, mas sim em respeitar e impor limites.

O relacionamento é uma coisa naturalmente difícil. Deixar tudo passar não significa que as coisa vão bem, muito pelo contrário, mais cedo ou mais tarde tudo cai por água abaixo, e aí, a quem culpar?

Sem falar na falsa idéia de quantidade. Vejo gente por aí dizendo ter muitos amigos, mas será que são pessoas com quem se possa contar? É preferível ter amigos que se contem nos dedos, a ter milhares, com quem não se possa contar num momento de necessidade.

E tem também o tempo para si mesmo. Pra ficar sozinho, pensar sobre a própria vida, as próprias atitudes, o comportamento. A vantagem na reflexão consiste numa maior visão do interior. É mais fácil reconhecer erros e tomar decisões sensatas quando se pensa bem nas coisas, quando temos mais certezas.

Ter certezas não é uma coisa fácil, mas também não é fácil estar num problema por falta de coragem de ser sincero e fazer as coisas. Quem tem que fazer algo pela sua felicidade é você. E ser feliz não significa ter que prejudicar ninguém.


sábado, 24 de janeiro de 2009

De um tempo atrás



Well well well... Quanto mais o tempo passa, mais eu me convenço de certas coisas. Me convenço de que apesar de ser uma pessoa consideravelmente temperamental e mesquinha, existe gente bem pior que eu - gente que não tem seus próprios objetivos para buscar.

Não consigo ver nenhum sentido em certos jogos de comparações, vantagens e orgulho. Existe gente tentando mostrar algo que nunca existiu de verdade, fazer de conta que algo que já nasceu para não dar certo na verdade era um conto de fadas. Existe gente por aí procurando motivos pra fingir que depois de certas perdas, nada mais dará certo.

Mas o que fazer quando se sabe que foi preciso olhar para a pior parte de certas coisas para ter certeza de que se está olhando para a lugar certo? Será que sou eu que preciso provar algo para alguém? Acredito que não. Eu tenho certeza.

De fato, as minhas fraquezas me atacam na hora que não deviam, e essas tentativas frustadas de 'certas vantagens' me deixam possessa, mas o suficiente para que eu me dê conta, logo depois, de que se estão tão preocupados em fazer indagações aos outros, é porque nem eles mesmo têm certeza. Vivem num mundinho de mentira, num ciclo interminável de falsidade, de 'consideração', de perseguição quase paranóica. Não existe mais nada que vocês tenham que saber. Não existe nada que eu tenha que explicar.

Todo mundo sabe fingir. Mas não tempo demais. Chega uma hora que a máscara começa a derreter, e aquela educação toda, aquele interesse fantasiado de consideração começa a apodrecer, a se suicidar, a querer sair do meio que se quis tanto pertencer. Começa a se sentir que todos os esforços foram em vão, que tudo de bom que se conseguiu foi uma ilusão, já que ficar montando pessoas nunca vai tão longe assim. O ser fantástico que se imaginava nunca existiu, aí o próprio mentor de tantas mentiras começa a se sentir vil, fraco, e é muito mais cruel quando se descobre isso por si.

Hoje, estou tranqüila. Não tenho todas as certezas do mundo, apenas a certeza que preciso ter, suficiente para não cair nas armadilhas de gente dissimulada que não tem objetivos a seguir. Desculpem, mas eu tenho os meus. ( E às gargalhadas)!