sábado, 15 de dezembro de 2012

2012

               Na verdade, nunca acreditei muito nisso de que um ano novo vai trazer milhões de novas felicidades para minha vida. É só uma mudança no calendário, não quer dizer que o universo inteiro conspira pra que tudo dê certo pra mim.
                      De qualquer modo, sinto que sou uma vencedora. Não fiz nada de incrível. Não escrevi um livro, não fui promovida, nem conheci o mar. Eu me conheci. Descobri o limite dos meus limites, sofri, sofri, sofri mais uma vez, mas de uma dor tão construtiva que hoje nem sei quem seria sem ela.
                       Por um lado, me tornei menos crédula, mas é tudo uma questão de ponto de vista. Percebo mais do que nunca que tudo o que eu fiz e desejo fazer vai ter um resultado, de certa maneira, então acaba que grandes surpresas não vão me assaltar, não por enquanto.
                        Pelo menos eu espero que não me torne ainda mais hipócrita do que já sou. Por mais que eu  tenha parecido meio imediatista, ou até mesmo menos Dayse, no excesso de alegria e a falta de vergonha na cara que me caracterizavam / caracterizam, sinto que sou mais honesta com minhas recém descobertas convicções. Hoje eu conheço as coisas que não consigo encarar.
                        A propósito, Feliz Ano Novo. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Unicamente


Não acredito nas pessoas. São apenas números, passos na calçada. Pessoas não são companhia.

Me recuso a aceitar mudanças cruas. Um amor que vira desamor e desrespeito.
E uma contrariedade de opiniões!
Até quando, até quando?
Estou cansada. Ninguém se importa, ninguém diz a verdade.
Ninguém luta esse lugar? Será mesmo que amanhã é o dia de ser feliz?
Não consigo nem me expressar!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Falando de amor...

"Vem me diz o que aconteceu, faz de conta que passou
Quem inventou o amor, me explica por favor!"

Como definir o amor? Como é complicado falar de algo tão louco. tão grande, tão amor...

Pra mim amar é não se sentir sozinho. Não importa o que aconteça. Amar é ter uma sombrinha na calçada ensolarada da vida, é tomar banho de mangueira num dia quente. Quem ama quer te sentir amor, então me deixa te tocar, olhar pro teu rosto tranquilo de sono, reconhecer em você o conforto da minha velhice, a palavra num dia de solidão, a calma no coração aflito de saudade... Deixa eu gritar pro mundo que eu te escolhi? Me deixa derramar poesia em você, me deixa te cuidar como se esse fosse o nosso último dia na Terra? Deixa, deixa... Senão eu me sinto sozinha, colibri jogado no mundo, sem espelho e sem gaiola, e aí sou eu que deixo você...